sábado, 26 de julho de 2014

O CLÁSSICO DOS CLÁSSICOS DO CYBERPUNK: AKIRA

Salve galera.

Hoje vamos falar de uma das mais importantes obras do universo das HQs: Akira.
Este mangá mudou o conceito que muitas pessoas tinham sobre os quadrinhos japoneses (inclusive eu). Ele foi lançado no Japão em 1982 e teve seu último numero publicado em 1990. E chegou ao Brasil através da Editora Globo em 1990, quase que junto ao lançamento do filme por aqui. No Japão, a animação saiu em 1988.
A história de Akira não é simples: é uma trama que envolve vários personagens, conspirações, pessoas com poderes mentais, romances, amizades e lutas pelo poder. Porém Katsuhiro Otomo, criador e desenhista do mangá, não se perdeu em momento nenhum. Pelo contrário, a cada episodio a história fica cada vez mais envolvente.
E antes que alguém fale alguma coisa, sim, Akira é uma história é extremamente violenta. Mas não é uma violência gratuita. Essa violência, essa loucura, esse caos que vira não só a vida dos personagens principais, mas que envolve todo o plante é apenas uma amostra do que as pessoas fazem quando tem em suas mãos um grande poder. Tanto que a busca de Tetsuo não é pelo controle de Neo Tokyo e sim por Akira, porque ele tem que derrotar a pessoa considerada a mais poderosa do mundo, para provar que ele é o ser mais forte da Terra.

Além da história principal, envolvendo Kaneda, Tetsuo e Akira, temos várias outras paralelas e tão interessantes quanto a principal: a luta pelo poder dos militares, comandados pelo Coronel contra o do governo japonês; a resistência e sua batalha para expor a verdade sobre o que aconteceu durante a III Guerra Mundial; Lady Miyako tentando libertar as crianças envolvidas no projeto que criou Akira; e Tetsuo, que não pode aceitar a existência de Akira, uma pessoa com mais poderosa do que ele e depois ele começa uma luta para compreender este poder e como controlá-lo.
Akira tem quase duas mil páginas e se passa em Neo Tokyo no ano de 2030, 38 anos após a III Guerra Mundial, uma guerra que ninguém sabe exatamente como começou, mas suas consequências foram devastadoras, principalmente para o Japão. E em suas ruas, a gangue de motoqueiros liderada por Kaneda enfrenta a gangue do Palhaço em violentas brigas. E durante um destes confrontos, Tetsuo, melhor amigo de Kaneda, acaba se envolvendo em um acidente e despertando poderes mentais, tornando Tetsuo uma pessoa instável.
É quando surge o Coronel, responsável pelo programa do governo que tenta criar e controlar pessoas com estes poderes. Infelizmente ele não consegue controlar a fúria de Tetsuo, que resolve enfrentar Akira, a criança mais poderosa do mundo.

Enquanto isso, os membros da resistência Kay e Ryu, financiados pelo empresário Nezu, tentam localizar provas de que a explosão nuclear que iniciou a III Guerra não foi provocada por uma bomba, mas sim por Akira. E na sede do governo japonês, os políticos tentam colocar a culpa dos ataques de Tetsuo no Coronel, que aplica um golpe de estado com o apoio do exército. E em seu templo, Lady Miyako começa a perceber uma enorme força crescendo em Tetsuo e sente o perigo que correm Masaru,Kiyoko e Takashi, crianças que também participaram do mesmo projeto que criou Akira.
Tetsuo descobre que Akira está congelado em uma base militar e o desperta, porém seu poder não é páreo para Akira e no confronto, Neo Tokyo é quase destruída. Nos escombros, Tetsuo ressurge ao lado de Akira, criando o Império de Tóquio. Eles lutam contra o governo japonês, contra o exército americano e contra Lady Miyako.

Durante estes confrontos, Tetsuo perde o controle dos seus poderes novamente e quase mata a todos. Para acabar com sua loucura, Akira acaba absorvendo Tetsuo e seu poder. E o final, Neo Tokyo ressurge agora como Grande Império Akira, só que desta vez lidero por Kaneda.

Um ponto forte do mangá são os traços de Katsuhiro Otomo. Eles ajudaram a criar o visual cyberpunk de Akira. Por sinal, ao lado de Blade Runner, Akira é a obra que melhor representa o cyberpunk, influenciando qualquer outro filme ou HQ sobre no tema no futuro.
Vale também a pena ver o anime de 1988, que conseguiu manter o mesmo ritmo do mangá. Lógico que a história está bem mais enxuta e diferente. Para falar a verdade, eu considero mais o anime como um filme baseado em no mangá.

Qualquer um dos dois vale muito a pena.

O que me assusta é o filme live action, que está sendo produzido pela Warner Bros. Eu vou citar apenas alguns detalhes do filme, que já assustaram os fãs: o filme se passa em Neo Manhattan em não em Neo Tokyo; logicamente os atores serão americanos e não japoneses.

Esta aqui é a sinopse oficial do filme, divulgado pela Warner:
Kaneda, dono de um bar em Neo Manhattan, descobre que seu irmão Tetsuo foi sequestrado por agentes do governo liderados pelo Coronel. Para recuperar seu irmão, Kaneda aceita se juntar a Ky Reed e o movimento do submundo que ela integra que planeja revelar o que aconteceu em Nova York 30 anos atrás, quando a cidade foi destruída. Apesar de achar estas teorias bobagens, Kaneda se junta ao movimento e reencontra Tetsuo, que agora tem poderes telecinéticos e está no meio de uma crise que pode destruir Neo Manhattan novamente.

Para falar a verdade tenho muito medo de como vai ficar este filme. Principalmente porque mas toda vez que vejo uma notícia dele, me lembro de Constantine.


Por isso vou continuar lendo o mangá, vendo o anime e sonhando com o dia em que irei comprar uma jaqueta vermelha e dirigir uma moto igual a do Kaneda.

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO SITE GEEZBOX (WWW.GEEZBOX.COM.BR) EM JULHO DE 2012

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