E além de não gostar dele pela maneira de como ele dirige os
filmes, eu também não gosto por motivos pessoais, que vou explicar aqui.
Vamos começar pelos motivos técnicos.
Ele iniciou a carreira de diretor com o filme Bad Boys,
estrelado por Martin Lawrence, Will Smith, Tea Leoni e Joe Pantoliano, em 1995.
É um filme até que razoável, com algumas cenas de ação e de humor bem feitas.
Nada muito exagerados nos efeitos especiais ou nas imagens geradas por
computador, mas sim com muitas explosões. Algo que iria se tornar rotineiro nos
seus próximos trabalhos.
Seu próximo filme foi A Rocha, em 1996. Este filme é a prova
absoluta que um filme ruim pode ser salvo por um excelente ator. E não estou
falando de Nicolas Cage ou Ed Harris. Mas sim de Sean Connery. Excelente como
sempre, o eterno 007 salva este filme.
A partir dos seus próximos trabalhos, Michael Bay mostra
algumas características que se tornam marcantes no seu trabalho: muitas
explosões, cenas feitas em CGI e a destruição de grandes cidades,
principalmente se houver um monumento histórico nela.
Armageddon, de 1998, e Pearl Harbor, de 2001, são dois
filmes totalmente descartáveis. Além da poluição visual em cada take, Bay
exagera no sentimento americano, principalmente em Pearl Harbor. Outro detalhe
que sempre o acompanha é o fato de ele ter apenas um movimento de câmera: o
close de baixo para cima, quando o herói está se levantando.
Novamente com Martin Lawrence e Will Smith, ele lançou Bad
Boys 2, em 2003. É um filme que dá vontade de chorar. O roteiro é triste, as
tentativas de humor dos protagonistas são péssimas e o exagero de cenas feitas
no computador cansa.
Em 2005 ele nos presenteou com A Ilha. Além de um roteiro
confuso, o filme tem muitos movimentos de câmera que deixam o espectador zonzo.
Infelizmente, nem os protagonistas Scarlett Johasson e Ewan McGregor
conseguiram salvar o filme.
Por sinal, esta é uma das coisas que mais me intrigam em
Michael Bay: ele sempre consegue excelentes atores para seus filmes. Will
Smith, Sean Connery, Bruce Willis, Liv Tyler, Scarlett Johasson, Alec Baldwin
entre outros nomes de peso de Hollywood já tiveram o “prazer” de trabalhar com
Michael Bay.
Bom, até aqui eu posso dizer que foram os motivos técnicos
pelos quais não gosto de Michael Bay.
Agora vamos para os pessoais.
Em 2007 ele levou para as telas de cinema a adaptação de
Transformers.
E com a ajuda do pior roteiro possível, personagens que até
agora não entendi o que faziam no filme, cenas ridículas, clichês, explosões e
mais explosões, imagens demais em CGI, um sentimento exageradamente americano
(ao cumulo de Optimus Prime, que no desenho é um caminhão vermelho, no filme é um
caminhão azul e vermelho – cores da bandeira americana), cenas cortadas de
forma exagerada e um monte de metal retorcido (porque para mim aquilo não eram
robôs, mas sim metal retorcido) e movimentos de câmera que deixam qualquer
pessoa com enjôo, ele conseguiu acabar com meu sonho de ver o meu desenho
preferido na tela do cinema.
E não contente de acabar com Autobots e os Decepticons no
primeiro filme, em 2009 ele lançou Transformers – A Vingança dos Derrotados.
Não sei exatamente qual filme é o pior. Talvez o segundo
seja o pior, principalmente por causa da cena de batalha no Egito, onde as
Pirâmides e a Esfinge são destruídas.
Por sinal, na lista de Bay, além dos monumentos do Egito,
ele também já destruiu o Empire State Building, Alcatraz, Miami Beach e a
Represa Hoover.
E agora em 2011 sairá o filme Transformers – Dark of the
Moon. Não me espantará se o filme for pior do que os dois primeiros.
Infelizmente, Bay é uma máquina de fazer dinheiro em
Hollywood. Seus filmes arrecadam milhões.
Parece que ninguém mais liga para roteiros ou personagens.
Você colocando explosões e imagens em CGI, milhares de pessoas irão ao cinema.
O que é triste.
Por isso, que em minha opinião, o único filme dos
Transformers é o longa animado de 1986. Com a épica cena de luta entre Optimus
Prime e Megatron.
O resto é resto.
PUBLICADO ORIGINALMENTE NO SITE POLTRONA DE CINEMA (WWW.POLTRONADECINEMA.WORDPRESS.COM) EM MARÇO DE 2011

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