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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O QUE A MARVEL COMICS TEM A ENSINAR AO INVESTIDOR?

Mesmo que você não seja fã de quadrinhos, já deve ter ouvido falar na Marvel Comics, uma das maiores editoras do mundo especializada no universo dos super-heróis. Apesar do sucesso atual, o que muitos não sabem é que ela esteve muito perto de fechar as portas em 1996. E hoje podemos aprender muito com sua história sobre como superar uma crise e gerir os investimentos pessoais.
A crise da Marvel começou em 1994 devido à greve da Major League of Baseball. A editora era dona dos direitos de venda dos cards da MLB – uma verdadeira febre entre os americanos. E a estratégia da diretoria da Marvel na época, então presidida por Ron Perelman, era transformar a editora em uma gigante do mundo do merchandising esportivo, focada principalmente nos cards.

E graças à greve de 1994, a venda de cards foi um desastre e a editora passou por uma forte crise financeira. O ápice da crise foi em 1996, quando a editora entrou com um processo de falência nas cortes americanas.

Além do mais, a década de 90 foi considerada como uma das piores em termos criativos para a Marvel. As histórias eram fracas e as vendas de HQs despencaram, inclusive para a DC Comics – editora de propriedade da Warner Bros e maior rival da Marvel, dona de personagens como Superman e Batman. 

Tanto que, para tentar atrair novos leitores, as editoras eram obrigadas a tomar medidas extremas que desagradaram muito os fãs: o Superman morreu e teve seus poderes alterados; o Batman ficou paraplégico, o Homem-Aranha não era o Homem-Aranha e por aí vai. Vários títulos que tinham pouco apelo ou estavam encalhando nas comics shops (as bancas americanas) foram cancelados.

Outro problema enfrentado pela Marvel foi que seus principais desenhistas resolveram montar uma editora própria, a Image Comics, visando maior liberdade criativa e mais lucros com os licenciamentos dos personagens.
Para tentar se reestruturar, a Marvel tomou uma medida drástica: vendeu os direitos cinematográficos de parte do seu catálogo de personagens para outras empresas, como a Sony, Paramount e Universal.

A partir de 1998, vários filmes começam a sair por diferentes estúdios e mesmo tendo um percentual pequeno dos lucros, a Marvel conseguiu se reestruturar e sair da crise. E aproveitando a onda de sucessos no cinema, ela começou a produzir e distribuir seus próprios filmes, como Capitão América e Hulk.

O sucesso de Homem de Ferro, que arrecadou meio bilhão de dólares, trouxe novamente a Marvel para o topo do mundo do entretenimento. E em 2009, foi comprada pela Disney por US$ 4 bilhões.

Hoje, a Marvel é uma das maiores produtoras do mundo do cinema, tendo expandido suas operações para a TV e internet. E com a abertura para novos roteiristas e desenhistas, a Marvel voltou a ser a maior editora de HQs no mundo inteiro.

E o que a crise da Marvel Comics tem a ensinar ao investidor?

1 – Nunca aposte todo o seu capital em um único empreendimento

No caso acima, a editora investiu tudo no mercado de cards e quase quebrou em 1994 devido à greve. Portanto saiba como diversificar para não ficar dependente de uma única fonte de renda ou investimento.

2 – Não acumule prejuízos

Às vezes, é necessário que você se livre de alguns ativos visando recuperar-se financeiramente após um prejuízo. Não adianta você ter vários ativos se estes não estão trazendo lucros. A Marvel, por exemplo, teve que vender parte dos direitos cinematográficos para poder levantar fundos e sair da bancarrota. E graças aos sucessos que vieram, a editora tem recuperado, aos poucos, parte dos direitos vendidos.

3 – Analise seus gastos e corte os desnecessários

Diminuir nossas despesas, cortando certos luxos ou procurando marcas de boa qualidade mas com preços mais acessíveis não significa o fim do mundo. Não adianta você ter um carro esporte que faz 5km/l sendo que você não está conseguindo nem colocar gasolina nele. Vale a pena comprar um carro mais simples e mais econômico. Vide a Marvel: ela teve que cancelar alguns títulos, apesar de críticas dos fãs. Analisar seus gastos e descobrir para onde o nosso dinheiro vai é importante quando se trata de evitar desperdícios.

4 – Procure novas alternativas

Bater sempre na mesma tecla pode ser um erro. Procurar novas alternativas de negócios e investimentos para expandir seus horizontes pode ser uma boa ideia; tal qual a Marvel fez em não continuar insistindo somente na venda de cards e buscando licenciar seus direitos cinematográficos para grandes produtoras.

5 – Reestruturação não significa o fim

Organizar a nossa vida financeira, analisar gastos, diversificação de investimentos e, principalmente, procurar ajuda de especialistas não significa que você falhou. Vale a pena dar um passo para trás visando dar dois para frente no futuro. Assim como a Marvel teve que esperar anos para se reestruturar, talvez você também precise dar tempo ao tempo para construir um patrimônio sólido e assim, realizar seus sonhos!

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BLOG DA CORRETORA RICO (WWW.BLOG.RICO.COM.VC) EM AGOSTO DE 2014

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

VOCÊ INVESTE EM SI MESMO?

Hoje em dia um termo muito usado em palestras e livros de auto-ajuda é INVISTA EM VOCÊ.
Mas o que você entende por investir em si mesmo? Por que isso é importante? Existem milhões de coisas que podemos fazer, e a resposta está, ironicamente, em outra pergunta: o que te faz bem?

Isso mesmo: para investir em si mesmo, é preciso antes de mais nada descobrir as suas fontes de bem-estar e alegria. E elas podem estar nas pequenas coisas do dia a dia..

Cultura é um dos itens que não podemos deixar de lado quando pensamos em investimento pessoal. Pode não parecer, mas não temos o hábito de buscar desenvolvimento neste campo. Segundo alguns estudos, ficamos cerca de 3 horas por dia na frente da TV e mais tempo ainda navegando na internet. 

Você pode até pensar que usamos esse tempo para nos informar sobre as notícias do momento, mas fato é que não saímos das redes sociais ou programas de conversa online. Cultura não pode se restringir ao universo online, ao passo que temos ínumeras opções fora de casa como exposições, teatro, cinema, shows e parques.

Também não podemos nos esquecer dos nossos estudos. E por 'estudar', não podemos tomar apenas como fazer um curso ou voltar para a faculdade. Trata-se de ler sobre assuntos que não conhecemos, procurar novos autores, passear por mundos distantes e viajar pelas ideias e pensamentos de outros. Vale um destaque negativo sobre a população brasileira: a maioria das pessoas lê menos de 1 livro por ano. Portanto, que tal ir pela contramão? Tente adotar o hábito de ler pelo menos 1 por mês. Você vai ver quantas novas reflexões é possível absorver em tão pouco tempo.

Outra coisa que acabamos deixando de lado são os pequenos prazeres da vida ao lado das pessoas que amamos. Afinal, sair para um restaurante exótico, um bar diferente, um show de um estilo de música que nunca ouvimos ao lado dos nossos amigos e familiares pode se tornar uma experiência única.

Mas para curtimos todos estes momentos, temos que também pensar em nossa saúde. Alimentar-se melhor e fazer exercícios estão no topo de qualquer lista de atividades. Porém temos várias outras opções mais simples, como subir alguns andares de escada ao invés de pegar o elevador ou andar alguns quarteirões para ir à padaria no lugar de pegar o carro da garagem. E lógico, se você puder jogar um futebol no final de semana com os amigos não perca a oportunidade. Mas tente também fazer coisas novas como uma aula de yoga, que pode diminuir bastante a ansiedade.

Pode ser que você goste das sugestões acima e pense em adotar uma ou outra ideia. Mas no geral você pode pensar: “isso não é para mim” ou “estou muito velho para isso”.

Estas são as desculpas clássicas que damos a nós mesmo diante de situações novas. E elas valem para tudo: estudos, viagens, amor e até para investimentos.

Talvez o maior passo para podermos começarmos a investir em nós mesmos seja parar com desculpas, estar disposto a mudar. Buda disse uma vez que “toda grande caminhada começa com um simples passo”. E se não conseguirmos dar este passo, nunca conseguiremos terminar nossa jornada.

O vídeo abaixo foi feito pela equipe da Rico e fala exatamente sobre isso: Nunca É Tarde Para Aprender. Assista:
Então chega de desculpas e comece a investir em você. Os resultados talvez não serão imediatos, mas a caminhada certamente valerá a pena! ;)

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BLOG DA CORRETORA RICO (WWW.BLOG.RICO.COM.VC) EM AGOSTO DE 2014

domingo, 10 de agosto de 2014

6 ATITUDES (QUE VOCÊ NEM IMAGINA) PARA ECONOMIZAR ÁGUA

Estamos passando por uma das maiores secas já registradas em São Paulo. E o resultado disso é que os reservatórios de água que abastecem a maior cidade do país estão cada vez mais escassos.
Com isso, a solução adotada foi recorrer ao chamado "volume morto" do Sistema Cantareira, o que significa que a água tem que ser coletada através de bombas porque está em um nível muito baixo do normal.

Segundo um estudo publicado pela USP em maio deste ano, o estado de São Paulo está passando pela maior estiagem já registrada nos últimos 45 anos. E a previsão do tempo para os próximos meses não é muito animadora: segundo alguns meteorologistas, até o começo de 2015 não teremos chuvas capazes de melhorar este panorama.

Até lá, cabe ao governo e a população fazerem sua parte para não ficarmos sem água. Por parte do governo, fica a responsabilidade pelas obras para diminuir eventuais desperdícios e maneiras de captar a água no volume morto.

Já a população pode ajudar de diversas maneiras. E elas não se restringem a fechar a torneira ao escovar os dentes e tomar banhos mais curtos, pois são gestos que deveríamos fazer todos os dias, independentemente da ameaça de seca ou não. Aqui seguem algumas ideias simples que, além de ajudarem na luta contra o desperdício de água, irão reduzir sua conta no final do mês.

1 – Arejador e Redutor de Vazão
Estas duas pequenas peças podem diminuir muito a vazão de água na torneira do seu banheiro ou da sua cozinha. O arejador é colocado na boca da torneira e serve para misturar melhor o ar e a água, criando um jato mais concentrado. Já o redutor de vazão tem que ser colocado entre a saída do cano que vem da parede e o cano da torneira. Ele vai diminuir a vazão de água sem perder a pressão, podendo diminuir a saída de água em até 10 litros por minuto. Estas peças são relativamente baratas, com preços entre R$ 10,00 (arejador) e R$ 5,00 (redutor).

2 – Válvula de descarga com duplo acionamento
Peça desenvolvida tanto para caixas acopladas ao vaso ou parede, que permite escolher a quantidade de água a ser usada conforme a utilização do sanitário. O acionamento parcial é destinado à limpeza de líquidos, enquanto o acionamento total é ideal para limpeza de sólidos. A economia de água pode chegar a até 30% por uso, quando acionado a menor quantidade de água. O valor da peça depende do tipo de vaso instalado, variando entre R$ 50,00 até R$ 120,00.

3 – Lave a louça e a roupa com consciência
Dependo do modelo e ano de fabricação, uma máquina de lavar louça pode gastar até 40L por ciclo. Uma lava roupa então pode chegar a até 125L por ciclo. Não é necessário que você abandone estas máquinas, principalmente porque elas ajudam muito em nosso tão corrido dia a dia. Mas não podemos usa-las de qualquer maneira. Não coloque apenas a louça do café ou a roupa do futebol. Sempre use as máquinas somente quando elas estiverem cheias.

4 – Troque o seu chuveiro por um mais novo
O chuveiro é um dos principais gastadores de água nos dias de hoje. Principalmente no inverno. Segundo a SABESP, são gastos, em média, cerca de 15L somente para esquentar a água ao ligar o chuveiro. Então quanto mais novo for o chuveiro, mais rápido ele vai esquentar. Vale também uma outra dica: é possível instalar um redutor de vazão no chuveiro. O processo é semelhante ao das torneiras: o redutor é instalado entre a saída do cano da parede e o cano do chuveiro, aumentando assim a economia em cada banho.

5 – Cuba acoplada ao vaso
É sem duvida uma das maneiras mais eficientes para economizar. A água utilizada na torneira passa por um filtro interno e é armazenada para depois ser utilizada no vaso sanitário. A economia pode chegar a até 30% ao mês. Mas por ser um produto mais sofisticado, o valor também não é dos mais baratos: dependo do fabricante, o preço pode chegar a mais de R$ 10 mil.

6 – Carro e calçada não precisam tomar banho todo dia
Por mais que seja bonito você andar com o carro lavado ou deixar a sua calçada sempre brilhante, devido à estiagem temos que pensar melhor antes de realizar estes caprichos. Calçada pode ser limpa somente com uma vassoura. E carro, a não ser que você seja um taxista, pode ser lavado a cada 15 dias. E mais, procure lavar o automóvel com balde de água e pano molhado ao invés de usar a mangueira ou recorrer ao lava-rápido. É questão de bom senso!

***

Resumo da ópera: mais do que culpar São Pedro, o governo e as instituições como um todo, é hora de fazer a sua parte ou é você quem vai pagar as consequências depois. Então mãos à obra e vamo que vamo! ;)

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BLOG DA CORRETORA RICO (WWW.BLOG.RICO.COM.VC) EM AGOSTO DE 2014

O BRASIL TEM O 5º BIG MAC MAIS CARO DO MUNDO. O QUE ISSO SIGNIFICA?

Foi divulgado nesta semana o Índice Big Mac, que mostrou que o Brasil tem o 5º sanduíche mais caro do mundo. Este índice não é oficial, mas foi criado pela revista inglesa The Economist em 1986 para mostrar a variação do poder de compra das moedas frente ao Dólar.
O Índice Big Mac funciona da seguinte forma: como o Big Mac é um produto comercializado no mundo inteiro com a mesma matéria-prima (com exceção da Índia, que devido a motivos religiosos utiliza carne de frango), ele deveria custar o mesmo que nos Estados Unidos – US$ 4,80. Então com base nesse preço, o Big Mac deveria custar US$ 4,80 no Brasil. Dessa forma, as moedas de ambos os países estariam pareadas e com o mesmo poder de compra.

Infelizmente essa não é a realidade encontrada no Brasil e nem em outros países do mundo.

Hoje temos o 5º Big Mac mais caro do mundo, ao valor de US$ 5,86 – cerca de R$ 13,00. Para se ter uma ideia, ele é 22,1% mais caro que nos EUA, ficando atrás somente da Noruega (US$ 7,76), Suíça (US$ 6,83), Venezuela (US$ 6,82) e Suécia (US$ 5,95). E mesmo tendo uma economia mais forte que nossos vizinhos na Argentina, nosso Big Mac é mais caro que os de lá, já que em terras portenhas o sanduíche sai por US$ 2,75. Ainda na América do Sul ficamos na frente do Peru, onde o lanche custa US$ 3,95; Uruguai com US$ 4,92; Chile com US$ 3,72; e Colômbia com US$ 4,65.

O Big Mac mais barato do mundo está na Ucrânia, com o custo de US$ 1,63. Mas esse valor se deve principalmente devido à desvalorização da moeda local com as tensões políticas que assolam a região. Em segundo lugar está a India, onde valor está a US$ 1,75, mas como foi dito anteriormente, lá o sanduíche é feito com frango e não carne bovina. E em terceiro ficou a África do Sul, com o valor de US$ 2,33.

Além deste cálculo, a The Economist criou um segundo ranking, onde é levado em conta o PIB per capita de cada país. Já neste caso, o Brasil pula para o Big Mac mais caro do mundo, o equivalente a 86,8% a mais que nos EUA.

Resumo da ópera: em ambos os rankings podemos interpretar que além de o hamburguer no Brasil ser "caro", é provável que esse preço elevado também se aplique a outros itens de alimentação como cupcakes, donuts e coca-cola, itens bem mais em conta nos países desenvolvidos. E aí, vai continuar com a pedida?

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BLOG DA CORRETORA RICO (WWW.BLOG.RICO.COM.VC) EM JULHO DE 2014

5 LIÇÕES SOBRE ECONOMIA DE "O PODEROSO CHEFÃO"

Um dos maiores clássicos do cinema, o filme O PODEROSO CHEFÃO, vai muito além de um filme sobre a máfia italiana nos Estados Unidos pós-guerra: ele tem muito a nos ensinar sobre liderança e economia.

Para quem não conhece a trilogia, O Poderoso Chefão foi escrito e dirigido por Francis Ford Coppola. A história foi baseada no livro homônimo de Mario Puzo, que conta a trajetória da família Corleone, desde a chegada de Vito Corleone (Marlon Brando) à América e a ascensão de seu filho Michael Corleone (Al Pacino) ao poder.
Existem inúmeras teses falando como as atitudes dos personagens podem ser aplicadas na vida pessoal e corporativa. Já o blog da Rico vai focar nas lições do longa que podemos utilizar no mercado financeiro. Vamos lá?

1 – Tenha controle emocional

É como disse Michael Corleone: “São apenas negócios”. As emoções são as maiores inimigas de nossas decisões! Ao invés de tentar entender uma operação que deu errado, ficamos com raiva e operamos mais ainda, o que pode aumentar nosso prejuízo. Às vezes vale mais a pena parar, respirar e sair de perto do computador do que operar com a cabeça quente. Nunca deixe que a raiva ou frustração atrapalhe suas decisões.

2 – Foco em resultados

No filme, Vito Corleone sempre cobra duas coisas de seus 'caporegimes' (cargo importante dentro da máfia italiana): resultados e lealdade. Tal qual a ele, ao operar seja fiel às suas metas. Podem ser metas financeiras ou metas operacionais; metas diárias, semanais ou mensais. Não importa. O importante é você definir a maneira que você vai operar: ao ganhar R$ 500,00 por dia, você desliga o computador; ou realizar apenas 20 operações por dia independente do resultado. Isso irá ajudá-lo a definir estratégias de operações, tanto de curto, médio ou longo prazo.

3 – Busque as pessoas certas

No filme, Vito Corleone é cercado de guarda-costas, políticos, artistas e outras pessoas que atendem as necessidades da família. No mercado, o que podemos fazer é sempre estar cercado de pessoas que possam dar dicas valiosas de operações: analistas, relatórios, cursos e calls. Também devemos procurar o apoio da corretora, de livros, vídeos, palestras e cursos. Afinal, já disse uma vez Dom Corleone: “Os homens mais ricos são aqueles que possuem amigos mais poderosos”.

4 – Seja decisivo

Quando Michael Corleone decide acabar com os rivais, ele não pensa duas vezes e executa um plano que, além de acabar com a concorrência, vinga a morte do seu irmão. Da mesma maneira, ao elaborar uma estratégia operacional, não fique receoso. Simplesmente execute-a. Se puder ter uma opinião de um profissional especializado, melhor. Mas não deixe de utilizá-la. Muitas vezes ficamos na dúvida e acabamos perdendo os momentos de entrada e saída das operações.

5 – Esteja preparado

No filme é muito utilizado o termo “going to the mattresses” (algo como “indo para os colchões"). Significa estar preparado para uma eventual guerra de gangues. No mercado, temos que estar preparados para qualquer surpresa: uma queda brusca, um relatório negativo, um dado desfavorável etc. A solução é aplicar em mais de um ativo ou proteger parte do capital em ativos de renda fixa. Esteja preparado!

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BLOG DA CORRETORA RICO (WWW.BLOG.RICO.COM.VC) EM JULHO DE 2014

APPS PARA CONTROLAR SUAS FINANÇAS

Hoje em dia, o smartphone é uma poderosa ferramenta para o dia a dia. Fazemos quase tudo através dele: checamos nossos e-mails, fazemos compras, pedimos taxi, programamos viagens e até a revisão do carro.

E graças a essa facilidade, podemos também gerenciar nossas finanças. Por isso, listamos aqui alguns aplicativos que irão ajudá-lo a controlar os gastos não importa onde esteja:

1 - Controle Financeiro
O maior destaque deste aplicativo é a possibilidade de incluir mais de uma pessoa no controle. Então é possível lançar todos os gastos da sua família e assim cruzar os dados e descobrir quem gasta mais.

Plataforma: ANDROID / Gratuito

2 - Fluxo de Caixa
Este aplicativo oferece a possibilidade de programar entradas e saídas futuras, como na contabilidade de uma empresa.

É talvez o mais complicado de se mexer, mas em pouco tempo você pega o jeito para trabalhar com ele.

Plataforma: ANDROID / Gratuito

3 - Minhas Economias
O grande destaque deste aplicativo é a possibilidade de sincronizar as informações lançadas nele diretamente no site da desenvolvedora e elaborar planilhas e gráficos.

Bem simples de manusear, também oferece a opção de notícias sobre economia.

Plataforma: ANDROID / Gratuito

4 - Finance
O mais completo dos aplicativos, é também um dos mais bem avaliados pelos usuários.

Por ser tão completo, dificulta um pouco os primeiros acessos. Mas depois de um tempo, fica automático.

Plataforma: ANDROID – IOS / Gratuito

5 - Só Dinheiro LE
A versão gratuita deste software é bem básica, mas corresponde bem aos usuários.

Boa interatividade, gerando gráficos simples e de fácil leitura.

Plataforma: IOS / Gratuito

6- Finanças Pessoais
Aplicativo simples, mas que dá todas as informações necessárias para um controle de gastos. A grande vantagem dele é que é possível cadastrar contas bancárias e cartões de crédito e lançar os gastos na hora.

Este aplicativo também mostra onde você gasta mais durante o mês, além de criar metas orçamentárias.

Plataforma: ANDROID / Gratuito

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Viu só? Com tantos apps disponíveis, que tal largar um pouco do excel ou do bom e velho papel e experimentar novas tecnologias?

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BLOG DA CORRETORA RICO (WWW.BLOG.RICO.COM.VC) EM JULHO DE 2014

POR QUE OS JUROS AO CONSUMIDOR SÃO TÃO ALTOS NO BRASIL?

Foi divulgada uma pesquisa da ANEFAC – Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade - mostrando que a taxa de juros aos consumidores brasileiros chegou a níveis de 14 anos atrás.

Hoje, a taxa de juros do rotativo do cartão de crédito chegou ao absurdo número de 238% ao ano, ou seja, 10,7% ao mês. E o cheque especial fica logo atrás, com uma taxa de 160% ao ano, cerca de 8,28% ao mês.
Em termos de comparação, no acumulado dos últimos 12 meses, a poupança pagou cerca de 6,6%, enquanto que a taxa SELIC, que é referência para todo o mercado de renda fixa, rendeu 9,9% no mesmo período, segundo o portal Economatica.

Mas por que as taxas de juros ao consumidor brasileiro são tão altas?
Alguns especialistas indicam uma série de motivos, entre eles:

- Oligopólio no setor bancário: hoje, o mercado bancário brasileiro está nas mãos de poucas instituições financeiras, o que diminui a concorrência, criando assim um ambiente quase que monopolizado. Dessa forma, essas companhias não têm motivos para entrar em uma guerra por taxas menores;

- Impostos e custos administrativos: é sabido que os impostos brasileiros estão entre os mais altos do mundo. E isso colabora para elevar os juros, porque o governo também belisca uma parte deste lucro. Além disso, os bancos possuem altos custos de administração, por exemplo, infraestrutura, pessoal e segurança;

- Inadimplência: apesar desta não ser uma das maiores do mundo no Brasil - perto de 5% - os bancos alegam que tem que compensar os maus pagadores com os bons pagadores.

O lado dos bancos...

Segundo os bancos, a principal razão das altas taxas é o fato do spread bancário (diferença entre a captação e as taxas praticadas dos empréstimos pelas instituições financeiras) ser alto. O denominado spread bancário é composto pelos seguintes elementos, de acordo com o Banco Central: inadimplência, impostos diretos, margem bruta, margem líquida e custos com subsídios, encargos fiscais e FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Diferentemente do resto do mundo, onde a taxa de juros é determinada pela lei da oferta e demanda, no Brasil é utilizado o custo da captação e spread, criando assim altas taxas, sendo umas das maiores taxas de juros ao consumidor do mundo, de acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Proteste de Consumidores e Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Ademais, existem as empresas administradoras de cartão de crédito que ganham não somente na taxa de juros. No Brasil, pagamos também uma das maiores anuidades do mundo, chegando a valores como R$ 350,00. Esses montantes são altos porque caso você consiga pagar todo mês a fatura integral, as operadoras ganham com esta taxa. Logo, vale a pena ficar de olho nas letras miúdas dos contratos; na maioria dos casos, este tipo de cartão apresenta taxas de juros ainda maiores do que aquelas dos cartões convencionais.

Talvez, a melhor dica para você fugir deste tipo de cobrança é o planejamento financeiro. Procure calcular todos os seus gastos com antecedência para fugir destas taxas utilizando o cartão de crédito e o cheque especial somente em ocasiões inesperadas. O jeito é não deixar que eles se tornem parte do seu orçamento controlando suas despesas por meio da nossa PLANILHA DE CONTROLE DE GASTOS.

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BLOG DA CORRETORA RICO (WWW.BLOG.RICO.COM.VC) EM JULHO DE 2014

CURSOS GRATUITOS NA RICO

Acabou a Copa do Mundo. É hora de voltarmos a nos estudar para melhorar nossos investimentos.

E pensando nisso, a Rico preparou 5 cursos online para você participar gratuitamente.
Serão 2 cursos voltados para traders – operadores com mais experiência de mercado e que buscam melhorar suas operações; e 3 cursos sobre finanças pessoais, para quem quer planejar suas férias e impostos.

Todos eles são online, gratuitos e terão em torno de 40 min à 1h de duração. Você pode se inscrever em todos e não é necessário ser cliente para participar.

COMO PLANEJAR SUAS FÉRIAS - Dia 16/07 às 20h
Nesta palestra você vai aprender quais os melhores investimentos para planejar a sua viagem de férias: curto prazo com LCI / LCA de 30, 60 e 90 e 180 dias; ou médio prazo com o Tesouro Direto.
Palestrante: Fábio Dantas Oliveira, operador da mesa de atendimento da RICO

SWING TRADE - Dia 17/07 às 20h
Identifique o timing de suas operações por meio da Análise Técnica e aprenda a potencializar seus ganhos no curto e médio prazo.
Palestrante: Aliakyn Pereira de Sá, professor do Trade ao Vivo

IMPOSTO DE RENDA - Dia 23/07 às 20h
Veja como é fácil declarar IR para os mercados à vista, opções, termo e Day-Trade.
Palestrantes: Caroline Guedes, chefe da área de captação da RICO

COMO OPERAR DAY TRADE EM MINI ÍNDICE E AÇÕES NA PRÁTICA - Dia 24/07 às 20h
Neste curso, Igor Rodrigues e Aliakyn Pereira de Sá explicam como montar setups com estratégias valiosas para você ganhar mais em suas operações Day Trade.
Palestrante: Igor Rodrigues e Aliakyn Pereira de Sá, professores do Trade ao Vivo

COMO NÃO ACUMULAR DÍVIDAS NAS FÉRIAS - Dia 30/07 às 20h
Planeje sua viagem em todos os aspectos, desde o meio de pagamento (cartão de Crédito, cartão pré-pago ou dinheiro) até câmbio e impostos (no caso de viagens para o exterior).
Palestrante: Conrado Navarro é empresário, investidor, autor do livros “Dinheiro é um Santo Remédio” e “Vamos falar de Dinheiro?” e sócio fundador do Dinheirama.com.

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Vamos lá, já estamos na metade do ano mas você ainda pode fazer muito pelo seu dinheiro! ;)

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BLOG DA CORRETORA RICO (WWW.BLOG.RICO.COM.VC) EM JULHO DE 2014

4 LIÇÕES DO FUTEBOL PARA A ECONOMIA

Nos dias de hoje, economia e futebol têm muito mais em comum do que se pode imaginar. Afinal, ambos conseguem mexer com as emoções de um país por seus altos e baixos ao representar diferentes momentos políticos e sociais. Por isso, hoje vamos aproveitar o clima de 'ressaca' da Copa do Mundo e extrair do futebol 4 lições sobre economia.
1 - Estimule a competição

Existia uma “lenda” que se um país investisse muito em jogadores estrangeiros, iria acabar enfraquecendo os jogadores locais. Porém, a Itália de 2006 e a Espanha de 2010 mostraram o contrário. Nos dois países, temos uma verdadeira legião de jogadores vindos de fora, criando assim ligas fortes e cheias de talentos. E os jogadores locais tiveram que se esforçar mais, treinar mais e, consequentemente, jogar mais, criando assim uma geração de atletas com uma excelente qualidade técnica, culminando no título da Itália na Copa do Mundo de 2006 e da Espanha em 2010.

Na economia, podemos traçar o seguinte paralelo: fechar o mercado para produtos estrangeiros cria uma empresa local de baixa qualidade, sem estímulo à competitividade e por conseguinte, sem evolução. Agora, o mercado aberto provoca mais atitude nas empresas em oferecer produtos nacionais melhores que os importados.

2 - Muita calma mesmo sob pressão

Em uma entrevista a uma TV britânica, Pelé uma vez disse que falta paciência da torcida inglesa atrapalha a seleção. O mesmo podemos dizer quando a Seleção Brasileira joga em casa. Não são raros os jogos em que a torcida começa a vaiar o técnico e os jogadores no final do primeiro tempo. E muitas vezes, essa pressão acaba prejudicando (e muito) o time. Assim também é o mercado de ações. Ser paciente, procurando o melhor momento para operar pode ser a diferença entre um trade de sucesso ou um enorme prejuízo. Não se precipitar e aguardar uma boa chance são essenciais para ter lucros no mercado.

3 - Diversifique suas táticas

Diversifique sua receita. Muitos times na verdade são clubes e tem equipes em várias outras modalidades. Isso permite que sejam criadas receitas diferentes. E nos dias de hoje, a marca de um time não pode ser limitada ao futebol ou somente a esportes. Existem empresas especializadas em explorar estas marcas em tudo: comida, bebida, roupas, equipamentos eletrônicos e até higiene. O mesmo tem que ser levado para os seus investimentos. Nunca aposte somente em um tipo de aplicação, sempre tenha mais de uma opção em vista. Até porque se você for pego de surpresa e tiver prejuízo em uma das suas operações, você tem de onde retirar valores para começar de novo.

4 - Aprenda com os erros

Vários times cometeram erros administrativos que acabaram custando caro: o Corinthians foi rebaixado em 2008 devido à má administração durante a parceria com a MSI, e a Juventus da Itália, que foi punida com o rebaixamento em 2006 devido a uma acusação de manipulação de resultados. Mas com mudanças em suas diretorias, os dois clubes voltaram para a primeira divisão de seus países e estão entre os mais vitoriosos dos últimos anos. Já no mercado, temos algumas empresas que sofreram devido à crise, mas conseguiram se recuperar. Como a Vale, que sofreu muito em 2008 e está se recuperando lentamente. O que não podemos deixar acontecer é afundar de mãos dadas com empresas que não demonstram nenhum poder de reação, como a OGX, que surgiu prometendo ser tornar uma das empresas mais importantes do BOVESPA, mas hoje está atolada em dívidas devido a uma péssima administração. Como a Portuguesa, que surgiu como sensação no futebol após ser campeã da série B em 2011, mas caiu novamente em 2013 e este ano está na zona de rebaixamento da série B.

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Conte pra gente, quais são suas reflexões sobre a Copa?

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BLOG DA CORRETORA RICO (WWW.BLOG.RICO.COM.VC) EM JULHO DE 2014

PODER DE COMPRA X TAXA DE CÂMBIO

Quando chega a época de férias, várias pessoas planejam viagens ao exterior. E muitas ficam sonhando com as lembranças que poderão trazer: roupas, perfumes, livros, eletrônicos entre outros.

Mas um detalhe tem que ser levado em conta antes: a relação entre Poder de Compra e Taxa de Câmbio.
Existem alguns países onde o valor do Real em relação à moeda local é maior. Mas isso não significa que você conseguirá comprar produtos mais baratos do que você encontraria aqui no Brasil.

O melhor exemplo desta relação é o Japão: R$ 1,00 (um Real) vale aproximadamente Y$ 46,00 (quarenta e seis Yens)*. E para comprar um PlayStation 4, console de última geração da Sony, você vai gastar aproximadamente Y$ 40 mil (quarenta mil Yens), cerca de R$ 870,00 (oitocentos e setenta Reais). Mas se você for comprar o mesmo console aqui no Brasil, vai gastar aproximadamente R$ 4 mil (quatro mil Reais), que convertendo pode chegar a quase Y$ 184 mil (cento e oitenta e quatro mil Yens)**.

Outros países onde o Real esta valendo mais do que a moeda local: com 1 (um) Real você consegue comprar aproximadamente 3 (três) Coroas Suecas ou 3 (três) Pesos Argentinos; ou 10 (dez) Pesos Uruguaios*.

Para medir a paridade do poder de compra (PPC) entre dois países, é preciso levar em conta vários fatores, não só a taxa de câmbio. Deve-se calcular o PIB (Produto Interno Bruto) per capita, as diferenças de renda das populações e o custo de vida de cada região.

Por exemplo: segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), o Brasil está na 79º na lista de países com maior poder de compra do mundo, à frente de países como Argentina e Uruguai, mas atrás de Japão e Suécia.

Isso significa que na Argentina e no Uruguai, o Real tem um valor de compra maior que a moeda local, mas inferior a países como Japão e Suécia.

Voltando ao exemplo do PlayStation 4**: na Argentina, o console da Sony sai por aproximadamente $ 9 mil (nove mil Pesos), cerca de R$ 2.450 (dois mil quatrocentos e cinquenta Reais). E o console brasileiro custa cerca de $ 14.700 (catorze mil e setecentos Pesos), convertido o valor que pagamos por aqui*.

Por isso que o PlayStation 4 acaba saindo mais barato na Argentina e no Japão do que no Brasil, apesar do Real valer mais em ambos os países.

Outro exemplo que mostra bem essa diferença do poder de compra com a taxa de câmbio é o Índice Big Mac. Criado pela revista The Economist em 1986, ele parte do princípio de que o sanduiche do McDonald’s é feito igual no mundo inteiro, então ele deveria custar o mesmo preço em qualquer lugar, desde que houvesse paridade no poder econômico entre os países.
Porém esta paridade não existe, criando assim essa diferença no poder de compra de produtos iguais em diferentes pontos do globo. Segundo o índice, se um Big Mac custar 3 Dólares num lugar e 3 Euros em outro, então 1 Euro tem valor equivalente a 1 Dólar.

No caso do Big Mac, o Brasil tem o 5º sanduíche mais caro do mundo, custando US$ 5,25 (cinco Dólares e vinte cinco centavos). O preço mais caro foi encontrado na Noruega, com US$ 7,80 (sete Dólares e oitenta centavos) enquanto que na Índia está o mais barato, custando US$ 1,54 (um Dólar e cinquenta e quatro centavos), Nos Estados Unidos, onde está o preço base do Big Mac, ele custa US$ 4,62 (quatro Dólares e sessenta e dois centavos)***.

Por isso, antes de viajar, planeje suas compras sempre pensando no poder de compra do Real frente ao das moedas estrangeiras.

* As taxas de câmbio usadas neste texto são referentes à do dia 10/07/2014.
** Os valores do PlayStation 4 mostrados neste texto são os valores oficiais da Sony, dona da marca e foram levantados diretamente nos site da empresa no Brasil, Argentina e Japão.
*** Índice Big Mac de 2014, com preços dos sanduíches levantados pela revista The Economist em janeiro de 2014. A taxa de câmbio usada para conversão dos valores é a cotação de 22/01/2014.

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BLOG DA CORRETORA RICO (WWW.BLOG.RICO.COM.VC) EM JULHO DE 2014

TELEXFREE E AS PIRÂMIDES FINANCEIRAS QUE FIZERAM HISTÓRIA

Recentemente abordamos aqui no Blog da Rico como funciona o esquema de Pirâmide Financeira. Dando sequência a este assunto tão polêmico, hoje vamos falar sobre as pirâmides mais famosas que fizeram história pelo mundo.
Apesar de ser um esquema já existente no passado, a primeira que se tem registro é o Esquema Ponzi, que aconteceu nos Estados Unidos na década de 20.
O golpe consistia em trocar cupons postais por selos dos Estados Unidos, só que a um preço mais elevado. Milhares de famílias, principalmente de imigrantes italianos, investiram todas as suas economias no esquema de Charles Ponzi e acabaram perdendo tudo.

Em Portugal, o esquema elaborado por Dona Branca nas décadas de 70 e 80, levou milhares de portugueses à falência. A "Banqueira do Povo", como ficou conhecida Dona Branca, trabalhava como um banco popular, realizando depósitos e empréstimos com rendimentos superiores a 10% ao mês, sendo que na mesma época os bancos portugueses pagavam 30% ao ano.

Basicamente quando uma pessoa realizava um depósito, parte dele ficava com a Dona Branca e a outra parte pagava os “juros”para outra pessoa.

Aqui no Brasil tivemos dois esquemas bem famosos: a Fazenda Reunidas Boi Gordo e a Avestruz Master. Os dois funcionavam da mesma forma: diziam comprar animais e engordá-los para venda, pagando rendimentos mensais para os participantes. Porém nenhum animal nunca foi vendido pelas duas empresas, o que causou prejuízo para diversas pessoas.

Mais recentemente tivemos o caso da Telexfree, que utilizou como ferramenta de ilusão a internet: o esquema consistia na venda de planos de telefonia via Voip.
Alguns esquemas se aproveitam do mercado financeiro para iludir as pessoas. Como o caso da Caritas, na Romênia. A empresa fundada pelo empresário IoanStoica em 1992, prometia retornos de até 8 vezes o investido. Até que em 1994 a empresa foi fechada, com uma dívida superior a US$ 450 milhões.

Nos EUA o mercado financeiro foi afetado devido ao esquema criado por Bernard Madoff, que gerou um prejuízo de cerca de US$ 65 bilhões. O esquema consistia em um fundo de investimento que remunerava os clientes mais antigos com o dinheiro dos novos investidores, sem produzir rendimentos reais. Ele prometia retorno de até 10% do capital investido mesmo com o mercado caindo mais de 30%.
No Brasil tivemos um caso semelhante: o do Fundo de Investimento Capitalizado (FICAP). Criado pelo mineiro Thales Maioline, tinha um método operante similar ao de Madoff. Cerca de 2 mil pessoas foram iludidas pelas promessas de altos lucros e riscos baixos.

Segundo cartilha online do Ministério da Justiça, existem algumas dicas que podem ajudar a reconhecer se a empresa está ou não envolvida com um esquema de pirâmide:

1. Há promessa de altos ganhos, normalmente em pouco tempo, mas sem que haja clareza quanto a um real esforço do participante com a venda de produtos;

2. Não há menção a eventuais riscos de perdas envolvidos na operação;

3. O ganho vem mais da indicação de novos participantes do que da venda do produto em si;

4. Esquemas piramidais normalmente escolhem produtos cuja produção é barata (podem ser apenas virtuais) e não possuem um valor relevante de mercado. Ou seja, é importante que os produtos vendidos sejam realmente demandados pelo mercado;

5. Empresas que prometem lucros muito acima dos em comparação a concorrentes, principalmente quando são empresas que trabalham com o mercado financeiro;

6. Desconfie também de empresas quando se tem dificuldade de se obter informações sobre elas.

Consulte sempre o CNPJ da empresa no site da Receita Federal. Em relação a empresas gestoras de fundos ou qualquer tipo de operação relacionada ao mercado financeiro, vale a pena consultar o site da CVM para conhecer mais sobre ela.

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BLOG DA CORRETORA RICO (WWW.BLOG.RICO.COM.VC) EM JULHO DE 2014

20 ANOS DO PLANO REAL

No dia 1º de julho de 1994 entrou em circulação no Brasil uma nova moeda: o Real. E depois de 20 anos, podemos dizer que esta data foi o início de um novo momento na economia brasileira.
Mais do que uma nova moeda, o Real significou toda uma mudança na estrutura econômica do País. Explica-se: antes dele o Brasil acumulava juros altíssimos. Para se ter uma ideia, em junho de 1994 o IPCA estava em 47,43%; já em julho, um mês após a implementação do Plano Real, ele havia caído para 6,84%.

Apesar de ter melhorado a inflação como "num passe de mágica", não foi da noite para o dia que o Plano Real nasceu. Ele foi um projeto que vinha sendo “arquitetado” há meses por uma equipe econômica liderada inicialmente pelo então Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso. Faziam parte dessa equipe Edmar Bacha, Persio Arida, André Lara Resende, Gustavo Franco e Pedro Malan.
Até que o então presidente Itamar Franco deu carta branca para FHC dar sequência ao plano. Para isso, o primeiro passo foi a implementação da Unidade Real de Valor (URV), indexador econômico que permitiu a "entrada" do Real. A URV não era uma moeda; era um índice calculado diariamente pelo Banco Central e que oscilava como o dólar. Servia para reajustar preços e salários para que ambos caminhassem no mesmo compasso. A intenção era fazer com que, após alguns meses em que a URV servisse como referência de preços para a população, e que quando o Real entrasse em cena os valores não fossem desconhecidos para o povo. 

Mas até a entrada do Real em julho, a moeda corrente ainda era o Cruzeiro Real. Então todos os cálculos eram feitos em URVs, mas pagos em Cruzeiro Real. Quando entrou em vigor, a cotação da URV em Cruzeiros reais era de 647,50.  O valor era corrigido diariamente e os preços de mercadorias, tarifas, além dos salários passaram a ser fixados em URV. Em julho, quando a URV virou o Real, seu valor era de 2 750 Cruzeiros reais.
O ponto mais importante atingido pela URV foi promover uma transição suave entre o Cruzeiro Real e o Real, sem a necessidade de congelamento de preços ou confiscos. E nessa história, um dos principais benefícios para o Brasil foi o controle da inflação. Antes do Real, a inflação chegou a bater mais de 40% ao mês no início de 1994.

Nesse contexto, várias medidas tiveram que ser tomadas pelo governo para controlar a economia. E uma das mais polêmicas foi a privatização de estatais, que estavam se tornando obsoletas com serviços de baixa qualidade, um verdadeiro “cabide de empregos” para caciques políticos. Outras medidas adotadas foram o equilíbrio fiscal, a abertura econômica do país, adoção de uma política monetária restritiva, a criação do regime de metas para inflação, a adoção do câmbio flutuante e a reorganização do sistema financeiro e bancário no país, com o fechamento e liquidação de bancos estaduais e reestruturação da Caixa e do Banco do Brasil, que estavam praticamente quebrados.

Todas estas medidas criaram um tripé de suporte para o Plano Real na época: metas de inflação; contas públicas organizadas e câmbio flutuante. Hoje, passado 20 anos de sua implementação, o Plano Real conseguiu estabilizar a economia brasileira. E mesmo com o fantasma da inflação rondando o país, podemos afirmar que o Brasil navega por um mar de tranquilidade, diferente do que acontecia na década de 80 e início dos anos 90.

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BLOG DA CORRETORA RICO (WWW.BLOG.RICO.COM.VC) EM JULHO DE 2014

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O QUE OS JOGADORES DE FUTEBOL FAZEM APÓS PENDURAREM AS CHUTEIRAS..

O mercado do futebol hoje movimenta milhões de dólares. Não só em patrocínios aos times, mas também para os atletas. Hoje os salários giram em torno de 5 dígitos de zero.

Porém, alguns jogadores conseguem gastar a mesma quantia que ganham. Tanto é que assim que penduram suas chuteiras, acabam quebrando.

Quem se deu mal..
Por exemplo o ex-atacante Muller, que jogou nos 4 grandes clubes de São Paulo. O atacante chegou a receber mais de R$ 100 mil por mês pra depois morar de favor na casa do também ex-atleta Pavão. Quem também teve problemas foi o volante Zé Elias, que além dos problemas financeiros, passou alguns dias na cadeia por não ter pago a pensão alimentícia de seus dois filhos.

Outro jogador que teve problemas financeiros foi o lateral Índio. O jogador com passagens pelo Corinthians, Goias e Noroeste, enfrentou problemas principalmente depois que voltou a jogar no Brasil. Segundo o atleta, a culpa pela fase ruim financeiramente é do empresário, que roubava dinheiro dele enquanto estava no exterior.

Não pense que este tipo de problema afetou somente os jogadores brasileiros. Um dos casos mais recentes envolve o atacante Christian Vieri. Com passagens pelo Juventus, Atlético de Madrid, Lazio e Internazionale, o atleta italiano encerrou sua carreira em 2009 e começou a se dedicar ao pôquer. Após perder muito dinheiro na mesa, ele resolveu investir em uma empresa, que foi acusada de fraude. Vieri foi investigado pela polícia, pois havia a suspeita de falência fraudulenta na empresa em que ele investiu. Livre das acusações, mas sem dinheiro, hoje o atacante trabalha como comentarista de TV e está procurando emprego como treinador.

Muitos jogadores acabam gastando seu dinheiro com carros, viagens, roupas, jóias, jogos de azar e, em certos casos, com mulheres e casamentos. E a maioria deles acaba demonstrando despreparo para administrar tanto dinheiro após o termino da carreira. E esse despreparo nada mais é do que a falta de educação financeira quando criança e no auge da carreira.

Outro erro muito comum que os jogadores fazem com suas finanças são os investimentos sem liquidez, como imóveis, ou investimentos em empresas que prometem muito lucro sem garantias, como aconteceu com Vieri.
No Brasil, o caso mais famoso envolve o volante Vampeta. Em sua biografia, o ex-jogador do Corinthians, Flamengo e Seleção Brasileira conta como se envolveu no esquema de pirâmide financeira das Fazendas Reunidas Boi Gordo. Infelizmente, ele e vários outros jogadores, como os atacantes Edilson e Evair acabaram perdendo muito dinheiro nesse investimento. Todos foram seduzidos pelas promessas de lucros extremamente altos e rápidos.

Quem se deu bem..
Mas existem exceções que fogem à regra. É o caso do zagueiro Paulo André e do ex-jogador William Machado, ambos com passagens pelo Corinthians. Os dois se preparam durante a carreira, procurando conhecimento para poder poupar e investir parte do que ganharam dentro das quatro linhas. Tanto que William abriu até uma empresa especializada em orientar outros jogadores com investimentos.

Já Paulo André gosta de investir na Bolsa de Valores. E não pense que ele deixa seu patrimônio aos cuidados de uma empresa: ele gosta de acompanhar suas ações em tempo real através de um home broker. Lógico que hoje está mais complicado para o atleta seguir a Bovespa: desde o começo do ano ele está jogando pelo ShanghaïShenhua, da China.
No mundo dos negócios, outro jogador que se destaca é Ronaldo. O camisa 9 da Seleção Brasileira investe em imóveis, (dentro e fora do Brasil), academias e uma empresa especializada em marketing esportivo. O Fenômeno tem uma equipe de economistas responsáveis por suas finanças. Mas segundo o próprio atacante, ele tem um perfil mais conservador.

Outros jogadores que penduraram a chuteira seguem o exemplo. O pentacampeão mundial Junior abriu um restaurante internacional que tem a culinária francesa como especialidade, em Belo Horizonte. Já Petkovic tem uma pizzaria no Rio de Janeiro, enquanto Fábio Luciano optou por um restaurante na cidade de Vinhedo. Já o zagueiro Luis Alberto, que atualmente está no Atlético Paranaense, investiu em uma oficina mecânica; o atacante Nilmar tem uma rede de postos de gasolina enquanto que meio-campo Paulo Baier, do Criciúma, planta soja no interior do Rio Grande do Sul.
Outros preferem aproveitar a fama para se tornarem garotos propaganda: Cafu representa um site de aposta e uma companhia de seguros; Raí é garoto propaganda de um banco federal e uma fábrica de automóveis que também apoia Cafu, Rivelino e Pelé; enquanto que Romário tem sua imagem ligada a uma cervejaria, mesmo sendo deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Tudo isso mostra que hoje alguns jogadores estão mais preparados para seguirem a sua vida após a aposentadoria. Mas muitos ainda acabam perdendo tudo porque não tiveram orientação ou educação financeira para administrarem suas economias.

Mas isso não acontece somente com a classe de atletas. Muitas pessoas sofrem do mesmo problema: de terem um alto rendimento enquanto trabalham, mas devido a algum imprevisto, acabam perdendo o emprego e ficando sem nada.

Por isso, investir pensando no futuro não é papo de vendedor de previdência privada. Temos sim que aproveitar a vida hoje, mas também temos que pensar no futuro, montando uma reserva para podermos curtir a nossa aposentadoria sem problemas.

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BLOG DA CORRETORA RICO (WWW.BLOG.RICO.COM.VC) EM JUNHO DE 2014